Bem Vindos à Blépia

Apenas lançando olhares sobre coisas e nomes.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Homo Tecnologicus


Um olhar sobre o homem enquanto ser científico é relativamente novo em se tratando de história humana. Advém-me à memória as descobertas de Charles Darwin e que continuam a despertar, não sem motivos, ainda hoje em grandes pesquisadores da ciência.
O homem como auge da evolução não difere muito da concepção de homem como ser digno da epistéme,  )episth/mh ou cientícia. Ele continua sendo o centro das atenções e centro do universo. Um argumento que não é importante aqui, mas serve como exemplo, foi uma conversa que tive coma colega de mestrado na qual ela dizia a mim que não implica em grandes mudanças na astrologia, pois como o homem vê o céu, é a mesma por milhares de anos. Podemos aqui a fazer uma breve analogia, para nós não é sem motivos, acredito que eu, que é o mentor da tal corrente científica seja um ser profundamente religioso ou a ponto de dedicar-se à religião (refiro-se a Darwin)
A grande diferença que acredito possuirmos entre o ser religioso e o ser científico diz respeito necessariamente ao fator tempo. O homem científico acredita poder controlar o tempo através da invenção do relégio. Outros tentam ainda programas mais completos, como o que tem acontecido mais comumente na rede internacional de computares. O homem cientíco não lhe diz sequer respeito o fator eterno, porque o eterno está fora do tempo e o aquilo que está fora do tempo, simplesmente não faz do tempos modernos – aque acretido ainda estarmos inseridos, ainda que nostalgicamente -  o eterno passa ser uma realidade suprassensível inalcaçável, apenas uma experiência do pensamento e nada mais. Ora, que me parece que mais tenho defendido aqui é que as experências do pessamento quer como apercepção ou como percepção do meio fazem parte do humano, quer um mais reflxivo ou outro mais técnico.
Hoje eu chamaria o homem ciêntifico de Scheler de Homo tecnicus, e ponto. Não interessa por quanto tempo ele o faça e não se coloca a questão do sentido e do significado humanos. Nesse pondo estou totalmente de acordo que o ser um homem técnico pode ser um dos caminhos para se autoconstruir, sem que com isso lhe cause verdeiro sofriemento. Essas ideias são um tanto quanto platônica, quer dizer, cada tem que ter na sociedade aquilo que lhe é mais apazigüavel ou mesmo entendiante.
Todavia, há aquelas pessoas que o mero senso técnico das coisas são tão ou mais importantes do que em saber montar ou em demonstrar que as questões últimas ou primeiras[1]. Eu acho que me enquadro no último grupo. O saber técnico de compreensão sobre o que seja o homem, mas não pode ser reduzido a um único caminho de interpretação do real, que se faz muitas vezes como númenos[2].



[1] Aquilo me lembro do oráculo de Delfos a Sócrates: Conhece-se a ti mesmo.
[2] Considero o númeno como real, mas não pretendo tratar do tema aqui.

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