Uma visao teológica não algo negativo ou positivo para a humanidade enquanto tal, talvez para nós, antropóides superiores dotados da dita razão, tenhamos que admitir que a religião fez parte e ainda o faz de muitas formas, em menor ou maior grau, da cosmovisão que o homem tem si mesmo.
O homem, como centro da criação na cultura ocidental, recebe uma função especial, o denomear – ora, quem nomear pode, deve também ser o zelador e guardião legal daquilo que é a natureza guardada. Talvez por isso nosso crescente interesse pela biofilosofia ou bioética. Enquanto essas forem reduzidas a campos técnicos nunca poderemos nos auto-impor ou não um limite sobre qual e/ou quais tipos de pesquisas são ou deverão feitas.
O fundamento religioso no homem tem uma manifestação muito mais psicossomática que ele próprio pensa em ativar. O metabolismo, de acordo com determinados rituais religiosos, pode ser alterado. Desde os mais simples que envolvem cantos aos mais complexos que passam por uma linha arqueológica de saber em sua forma hierárquica, como nos ritos de iniciação masculinos em algumas tribos da Amazônia, em todos esses ritos se mostra que o ser humano, individual e não somente no coletivo é chamado a se autoperceber como ser que confere sentido e significado ao fato possivelmente de sua existência, culminando no ato religioso em si.
Por um outro lado acredrito firmente que a total ausência de uma conjunto de valores que sejam passados de geração em tempos podemos correr o risco de perdermos a memória eternal de nosso tempo. Há muitos anos não temos mais o poder da tradição oral, que ousa ainda em padecer em pequenos e distantes povoados –nem sempre muito longe das cidades. A palavra escrita perde ou parece perder o seu valor de documento dianta da infinidade de dados transmitidos pela rede de computadores. Diante dessa infinidade, resta-nos na instrospecção captarmos, mesmo que modo intuitivo (embora não saiba como) nossa deliberada, mas agora com uma weltansshaungen ou visões de mundo muito mais diversifIicas do que era há tempos passados. Olhar para nossa capacidade de “renomear” é no atual tempo nossa capacidade de realidazações para o bem da espécie mais que pelo bem indifidual.
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