Bem Vindos à Blépia

Apenas lançando olhares sobre coisas e nomes.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O eterno e a simpatia



           Não tenho muito escrever, a não ser uma espécie de obrigação que se me autoimponho em escrever sempre um pouco mais. Nossa, agora vejo como fui longe: coloquei o instante do eterno como a priori. Pareço   que retorno a alguns anos atrás quando me dedicaava ao fenômeno da simpatia enquanto fenômeno a priori de uma sujeito. Por um tempo o assunto me pareceu rarefeito de ideias demais, por um outro lado se apresenta como uma gama de possibilidades de se tratar sobre o eterno.
            O que chamamos de fenômeno da simpatia ou como definido pela Sr. Krebs da Suíça seria a um miteinanderfühen ou perceber junto com o outro, simplesmente co-alegrar-se, compaixão ou, ainda minha preferida, cossentir. É dado um único exemplo de percepção, um objeito amado como um filho doente, pode-se dizer que os pais deste e de mais nenhum outro naquele extato momento sob aquela determinada circusntância – uma tomada de cosciência, uma apercepção que envolve a si e ao outro, sem uma analogia da dor ou da alegria, apenas um saber intuitivo, a priori, que há algo, uma vivência compartilhada. Na minha dissertação creio ter discorrido sobre a intensidade e da qualidade de fenômeno da simpatia, o que vale aqui também.
            Se houver a possibilidade de uma partilha afetiva do fenômeno do eterno, há de haver simpatia propriamente dita e vice-versa. Digo  que o eterno somente pode se dar ao sujeito enquanto este se apercepe e a simpatia passa pela autopercepção como condição sine qua non.
            Em outras palavras, a vivência do eterno é um ato da apercepção que poderia, dadas as circunstâncias da qualidade e da intensidade, ser emotivamente compartilhado, ou se tratar necessariamente de um miteinderfühlen.

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