Bem Vindos à Blépia

Apenas lançando olhares sobre coisas e nomes.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Filosofia da Ciência I - 2o. ano ETER. Prof. Michell de Melllo

FAETEC – ETER
Prof. Dr. Michell de Mello
2º. Ano / Ensino Médio

O termo ciência

Etimologia: o termo deriva do verbo latino  scire › scientia: saber, forma de saber. O termo latino scientia tem seu equivalente grego e)pisth/mh (ēpistē´mē), de onde deriva também o vocábulo epistemologia, ou seja, a ciência da ciência, ou ainda, o estudo do que seja a ciência. No inglês e nas demais línguas neolatinas o termo “ciência” enquanto forma de saber se manteve ligado ao radical latino (por exemplo, science (in); science (fr); scienza (it); já no alemão há um outro termo, que contudo é etimologicamente uma equivalência do termo latino: Wissenschaft, onde wissen = saber e –schaft = formador de substativo.
Estas breves linhas sobre a etimologia do termo é importante aqui para nós na busca de uma primeira compreensão não-ideológica do que está implicíto no termo “ciência”: ciência é uma forma de saber, ou ainda, uma forma organizada e estruturada de saber – independetemente da área de saber. Assim, pode-se falar de ciência matemática, ciência física e também de ciência literária, sociológica, filosófica  ou mesmo teológica. Cada área na sua especificidade, constitui a si mesma de modo razoavelmente independente das outras pelo seu objeto próprio de estudo, e através dele se organiza.
O surgimento do termo ciência: parece que a primeira vez que emerge na civilização humana um termo equivalente ao nosso vernáculo “ciência” foi na Grécia com o nascimento da Filosofia; por isso diz-se que esta foi a primeira ciência e mãe de todas. O termo grego e)pisth/mh (ēpistē´mē) foi contraponto pelo primeiros filósofos ao mu=qoj (mythos) ou narrativa, ligado demasiado a fantasia e sem um rigorismo propriamente dito, dado que a tradição grega era puramente oral e passada de forma espontânea; posteriormente se opôs o termo  e)pisth/mh (ēpistē´mē) à do/ca (dóxa) ou opnião. Platão diferenciou a e)pisth/mh (ēpistē´mē) da do/ca (dóxa), dizendo que a primeira necessariamente deve ser verdadeira, e a segundo pode sê-lo ou não. Assim, a ciência é caracterizado no mundo ocidental pela certeza sobre algo, já a opnião não exige em si mesma tal certeza.
Definimos aqui ciência por uma forma de saber especializada, com objeto próprio de estudo e método aplicável ao estudo de seu objeto.
Além do que já foi dito linhas acima, convém ainda mencionar aqui:
Podemos destacar três concepções de ciência, conforme a garantia de validade que se lhes atribui:
·         Doutrina segundo a qual a ciência provê a garantia de sua validade demonstrando suas afirmações, isto é, interligando-as num sistema ou num organismo no qual cada uma delas seja necessária e nenhuma possa ser retirada, anexada ou mudada, é o ideal clássico da ciência. Aristóteles diz que a “ciência é o conhecimento demonstrativo”. Por conhecimento demonstrativo se entende a forma de conhecimento “da causa de um objeto, isto é, conhece-se por que o objeto não pode ser diferente do que é[1]”.
·         Doutrina que considera a ciência em seu aspecto descritivo, que se começou a formar com Francis Bacon, Newton e os filósofos iluministas. Segundo Newton, a ciência tem caráter analítico e deve se contrapor ao caráter sintético.  A ciência reduz-se, assim, à observação dos fatos e às inferências  ou cálculos fundados nos fatos. Foi esta concepção de ciência que motivou Comte a fundar a sociologia. Ele afirmou que “o caráter fundamental da filosofia positiva é considerar todos os fenômenos como sujeitos a leis naturais invariáveis, cuja descoberta precisa e cuja redução ao menor número possível constituem o objetivo de todos os nossos esforços, ao mesmo tempo em que julgamos absolutamente inacessível e sem sentido a busca daquilo que se chama de causas, tanto primeiras como finais[2].”  Destaca-se aqui o caráter ativo e operacional que moveu os positivistas em estabelecer os estudos sociais.
·         Doutrina que considera  como validade científica o critério de autocorrigibilidade. Não prentensão de certeza absoluta. Esta teoria se desenvolve em várias facetas, como por exemplo, a teoria da falseabilidade de Popper. No cenário sociológico ela exerceu uma certa influência (talvez grande); contudo, não alcançou a amplitude da segunda concepção de ciência.

  1. Ideologia

            A partir da noção de ciência podemos pensar o conceito de ideologia em termos de ciências sociais como a expressão contrária ao pensamento científico. Com isto queremos dizer que ciência e ideologia não são contraditórias, isto é, excluem-se mutuamente; porém, contrárias[3]. Com isto desejamos pensar que toda ciência propriamente dita não está isenta em sentido absoluto de uma ideologia qualquer; um forte exemplo disto é o pensamento positivista que se autonomeia o representante da ciência – porém é pleno de ideologias.

            Podemos estabelecer as relações entre ciência e ideologia como uma relação
entre proposições contrárias, onde A = ciência; E= Ideologia; sendo que ab são os conteúdos aplicados.
            Ora, nas relações entre proposições contrárias, temos o seguinte esquema:
(1) Se Aab = V (verdadeiro) → Eab = F (falsa)
(2) Se Aab = F → Eab = ? (não se pode afirmar nada)
(3) Se Eab = V → Aab = F (logo, a ideologia será tomada como ciência);
(4) Se Eab = F → Aab = ? (não se pode afirmar nada)

Ex: (1) Se a teoria da evolução for verdadeira, a teoria da geração expontânea da Lamarck é falsa; (2) se a teoria da evolução for falsa, isto não implica que a teoria da geração expontânea de Lamarck seja verdadeira; (3) Se a teoria da geração expontânea de Lamarck for verdadeira, ela assume papel de ciência – dado que o verdadeiro mescla-se com o científico[4] - e torna a teoria da evolução de Darwin falsa; (4) e ainda, se a teoria da geração expontânea de Lamarck for falsa, isto não diz necessariamente que a teoria da evolução de Darwin seja verdadeira.

ANEXO: QUADRADO DAS OPOSIÇÕES

                                                             contrárias
                          Aab                                                                          Eab  


        Subalternas                                    contraditórias                                 subalternas




                        Iab                                                                          Oab
                                                                subcontrárias
                                                                                                                   




Contrárias: Aab e Eab /
Se uma for verdadeira, a outra é falsa; se uma for falso, não se sabe se a outra é verdadeira ou não.
V   = > F
F  =>  ?
Contraditórias: Aab e Oab / Iab e Eab
V => F
F => V
Subcontrárias:  Iab e Oab
F => V
V => ?
Subalternas: Aab e Iab / Eab e Oab
Universal V => Particular V
Universal F => ?
Particular F => Universal F
Particular V => ?

Ainda sobre o termo ideologia:
Este termo foi criado em 1801 por Destut de Tracy para designar a análise das sensações e das idéias.
O sentido moderno deste termo denota qualquer forma de pensamento que não tenha caráter de validade objetiva, porém mantida pelos interesses claros ou ocultos daqueles que a utilizam.
A partir do século XIX a noção de de ideologia passou a desempanhar função central no pensamento social devido à grande influência do marxismo nascente, sobretudo na luta da denominada classe burguesa por Marx. Segundo Marx as instituições socias são formadas a partir do processo histórico da economia (o chamado materialismo histórico); não compreender a sociedade a partir desta perspectiva é para os marxista uma forma clara de ideologia.
Para Pareto a noção de ideologia, está ligada à noção de teoria não-científica, entendo-se por esta última qualquer teoria que não seja lógico-experimental.
Em geral, pode-se denominar ideologia toda crença usada para o controlo dos comportamentos coletivos, entendendo-se o termo crença, em seu significado mais amplo, como noção de compromisso da conduta, que po ter ou não validade objetiva. Entendido nesse sentido, o conceito de ideologia é puramente formal, uma vez que pode ser vista como ideologia tanto quanto uma crença totalmente infundada, tanto uma crença totalmente infundada quanto uma irrealizável. O que transforma uma crença em ideologia não é sua validade ou falta de validade, mas unicamente sua capacidade de controlar os comportamentos de determinada situação[5].
Esquematicamente, podemos estabeler quanto ao termo ideologia:

                                                  Gerais da sociedade
                                               
Ideologia = Interesses              Específicos
                                                  De classe

·         O termo epistemologia

            Este termo possui dois equivalentes: teoria do conhecimento e gnoseologia. Alguns especialistas fazem distinções entre eles, todavia, aqui ele será tomodo no seu sentido geral e aplicado a todas as áreas do saber e não somente às ciências naturais.
            Sistematicamente, a epistemologia trata de um problema de cunho filosófico que diz respeito às demais áreas do saber humano: o problema do conhecimento. Impõe-se-nos as questões “como posso conhecer”? ou ainda, “como posso chegar a conhecer os fatos sociais”? A esta segunda pergunta se direciona a epistemologia das ciências sociais. Vemos que na história do pensamento o problema do conhecimento tanto geral (filosofia) como específico (demais ciências) sempre esteve ligado a uma postura anterior, podemos mesmo dizer, filosófica. De modo didático e muito limitado, esboçamos as principais posições epistemológicas, citando exemplos de alguns expoentes delas:














 
                                                           Absoluto (Platão)
                                      Realismo
                                                           Referencial (Aristóteles, Tomás de Aquino)

                                                            Fenomenológico (Scheler)

                                                            Transcendental (K. Rahner)

                                    Nominalismo (Okham)

                                    Racionalismo (Descartes, Leibniz)
Epistemologia       
                                    Empirismo (Hume, Locke)
 


                                                           Transcendental (Kant)

                                    Idealismo       Absoluto (Hegel)

                                                           Fenomenológico (Husserl) 


                                     Existencialismo (Heidegger, Sartre)

                                     Hermenêutica (Gadamer)

                                     Analítica (Wittgenstein)


A CONCEPÇÃO CLÁSSICA DE CIÊNCIA

A concepção de ciência em Platão

Exórdio:
Platão pode ser considerado um contribuinte para a atual ciência?
Em que medida o realismo absoluto platônico ajude e prejudica as ciências naturais?

Justificativa:
Visão pitagoreana da realidade: o universo é contituído em razões matemáticas, assim como a música. O universo como um todo é uma grande harmonia matemática e cabe ao investigador descobrir essas proporções na efetividade. Desse modo, pode-se dizer que Platão influencia a visão moderna de ciência, em que temos, por exemplo, a frase de Galileu: “O universo está escrito em forma matemática, para o entendermos, temos que aprender sua linguagem”.



1)      O caminho da ciência

A concepção de ciência platônica está diretamente relacionada à sua compreensão ontológica. Partindo do problema da querela pré-socrática entre mobilismo e ser estático, aparece um problema: não é possível haver conhecimento científico das realidades múltiplas porque os sentidos são somente fontes de opnião.

Um auxílio para resolver tal problema Platão assume o método dialético de Sócrates, mas ao seu modo, elevando a dialética à verdadeira ciência e própria do filósofo. Assim como em Sócrates, somente a dialética constitui caminho necessário para a verdade.

2)      Conceito platônico de ciência

Platão assume a postura do ser estático de Parmênides, mas o coloca numa esfera da realidade totalmente distinta da esfera do sentidos, já que esses tem acesso somente ao que é mutável. Assim, SER E CONHECER são coisas correlativas. Isto quer dizer que tanto maior é a participação de algo no ser, e assim, tal coisa é mais perfeita como as idéias, tanto mais perfeito é conhecimento possível de tal coisa – observamos que essa postura platônica vai contra ao parâmetro da ciência descritiva moderna.

Entretanto, entre o ser e o não-ser existe uma esfera intermediária, ou seja, o ser em movimento, o devir, havendo desse modo um certo conhecimento, imperfeito, dessa realidade que em certa medida é, mas também não é porque é mutável.

Assim, temos:
o)/n
e)pisth/mh, gnw=sij

mh/ o/)n
a)gnwi/a, a)gnwsi/a[6] 

ge/nesij[7]
do/ca

Realidade
Meio de conhecimento
e/)cw tou= ou)ranou=
to/ nohto/n
o(rato/n
a)      região celeste
b)      mundo terrestre (o(rato/n, ge/noj, ta/ o(rata/)

E ainda pode-se ver que há 3 tipos de conhecimento:

CONHECIMENTO
OBJETO
MEIO DE AQUISIÇÃO
Sensitivo
Seres materiais
Sentidos
Racional discursivo
Número e quantidade
Imaginação, razão discursiva
Racional intuitivo
Seres imateriais e não quantitativos
Entendimento




A ciência perfeita é a ciência do racional intuitivo porque é conhecimento das idéias.

3)      Alegoria da linha dividida em segmentos[8]

Mundo visível ( to/ o(rato/n  - to/ docasto/n)
1º. Ei)ko/nej: imagens, sombras, reflexos, etc.  Atuação da imaginação e a conjectura que interpreta as imagens e as sombras
Opnião (do/ca)
2º. Obejtos materias, sensíveis e visíveis (animais, plantas e coisas fabricadas). Atuação da pi/stij
Mundo intelegível (to/ nohto/n)
3º. Objetos inteligíveis da matemática. A alma utiliza imagens para ter uma hipótese, e assim, pela dialética, chegar a uma conclusão. Atuação da razão discursiva (dia/noia), que recorre ao sensível para chegar ao inteligível.
Ciência ( e)pisth/mh)
4º. Objetos inteligíveis puros, que a razão alcança sem recorrer ao sensível (idéias). Atuação da inteligência pura (nou=j, no/hsij). Trata-se da ciência perfeita, ou seja, a dialética. Único meio de se alcançar um princípio absoluto, i.d, não hipotético.

4)      Alegoria da caverna (Rep. 514ª-518ª)
5)      A dialética
5.1. aspecto lógico:
      a) movimento ascendente: síntese – elimina-se as diferenças, reduz-se a multiplicidade confusa e indeterminada à unidade concreta e determinada expressa num conceito comum.
      b) movimentos descendente: análise – divide-se um conceito geral em suas espécies distintas, seguindo suas particularidades, até chegar a uma espécie indivisível na qual se encontra a forma própria do objeto  tratado.
5.2 aspecto ontológico:
A dialética é elevada ao nível de ciência suprema, verdadeira ou i(kano/n cujos objetos são as entidades transcendentes do mundo ideal.  Assim, ao grau supremo do ser corresponde o grau supremo do conhecer (a dialética).
Todas as demais ciências ficam reduzidas a mera propedêutica para a dialética.
O entendimento (nou=j) e a sabedoria (fro/nhsij) somente se aplicam com exatidão quando se trata do verdadeiro ser (to/ o(/n o(/ntwj). Por isso, a dialética é a parte mais difícil da filosofia. Enfim, emerge a diferença entre os filo/sofoi e os filo/docoi.

6)      Considerações finais

- os filósofos platônicos acreditam na racionalidade subjacente do universo e na importância de descobri-lo;
- a contribuição platônica para a ciência é a valorização do mundo enquanto realidade matemática (influência da escola pitagórica), e assim, reafirma a concepção moderna de ciência enquanto realidade descritva – que em si difere da platônica.
- as ciências ditas naturais são formas de saber secundárias no modelo platônico e devem, numa organização política ideal, ser próprias das classes inferiores.


ARISTÓTELES
O Conceito de ciência
FRAILE, G. História de la filosofia: Grecia y Roma. 3. ed. Madrid: BAC, 1971, p. 436-49.
- A indução (Anal. Post. II 19, 100ª1-8; Met. I, I 980b26-982a3)
- Graus do conhecimento sensitivo:
1)      Sensação
2)      Memória
3)      Experiência (e)mperi/a)
4)      Conceito universal
5)      Arte (te/xnh/) : “o conceito universal, enquanto visa às coisas sujeitas à mudança, à geração e à corrupção, é o fundamento da arte, que tem por objeto a ação e a produção” (Fraile, p. 442).
6)      Ciência (e)pisth/mh) : “o conceito universal constitue o fundamento da ciência. Depois de ter sido inventadas todas as artes, as ciências foram inventadas, que não têm por objeto imediato a necessidade nem o prazer” (idem).

- Divisão das ciências (Met. VI):

Ciências
Teóricas
Práticas
Poéticas ou produtivas (várias)
1) Física (ente móvel)
1) Política
- medicina
2) Matemática (ente quanto)
2) Economia
- ginástica
3) Teologia (substância separada e eterna)
3) Ética
- música

- dialética
- retórica
- poética
Ciências gerais: Filosofia Primeira; Analítica (lógica) e Gramática

O problema da ciência de Descartes a Hegel
Visão Geral

Crise do “aristotelismo” na ciência:

1)      Início da “crise”:
Método de eliminação de Grosseteste: uma afirmativa pode ser deduzida de mais de um conjunto de premissas, a melhor abordagem é eliminar todas as explicações, menos uma.
Navalha de Okham

2)      Arisitotelismo dogmático e modernidade:
2.1  A idéia do novo
2.2  Aristóteles como autoridade atemporal nos assuntos de física
2.3  Crise entre o descoberto pela ciência nova (experimental) e o dado da autoridade.

3)      Galileu e o ataque a Aristóteles.
3.1 Visão pitagoreana da realidade: o universo está escrito em caracteres matemáticos.
3.2 Polêmica não contra o método indudivo-dedutivo de aristóteles. Se aristóteles tivesse tido um telescópio, provavelmente concordaria contra com Galileu. Crítica à adoção dos primeiros princípios sem considerar nenhuma referência ao que é dado à sensibilidade pela natureza (método de observação).

4)      Bacon
4.1 Crítica ao método aristotélico: expurgar o pré-conceito do filósofo natural.
Teoria dos idola:
- da tribo: natureza humana (julgamento dá maior regularidade do que realmente existe)
- da caverna: fruto da educação humana.
- da praça do mercado: distorções dos termos.
- do teatro: tradição fechada (dogmatismo).

5)      Descartes: crítica “real” ao método aristotélico – pois se parte sempre dos primeiros princípios, sem considerar o dado da sensibilidade.
- Método cartesiano:
a) dúvida metódica (influência de Bacon)
b) análise
c) síntese
d) revisão

- a “mathesis universalis”: A mathesis não é uma substância, mas um método: por isto pode ser aplicada a toda a realidade. A mathesis universalis deve exprimir as leis fundamentais da razão humana e estender-se a todas as verdades demonstráveis.
Não se trata da lógica formal porque Descartes a identifica com a escolástica, com a silogística. Ela tem por objeto as relações e as medidas.
Como se trata de relação e medida, é necessário existir uma enumeração completa. É um recorrer à memória para rever clara e distitamente as partes que nos conduziram ao conhecimento de algo.

6)      O empirismo e o retorno a Aristóteles
6.1 Locke:
O “Ensaio sobre a inteligência humana” se divide em quatro livros:
1. negação que existem princípios inatos;
Ainda que houvesse verdades sobre as quais todos os homens concordassem, isso não demonstraria  de fato que tais idéias são inatas. Aliás, não existem idéias sobre as quais todos os homens concordem. Por exemplo, as crianças e os homens rudes não têm nenhuma idéia do princípio de não-contradição.
Somente por graus adquirimos as idéias e seus termos e aprendemos seu recíproco vínculo apropriado.”
Todas as idéias derivam da experiência, que pode ser:
                        a. externa: sensação
                        b. interna: reflexão

6.2 o ceticismo de Hume:
a)      Idéias simples e compostas
b)      Negação da causalidade

7)      Kant

Caráter sintético do pensamento kantiano para a ciência – os juízos sintéticos a priori
a)      valorização da experiência através do múltiplo dado à sensibilidade (empirismo, novo aristetelismo).
b)      Valorização dos primeiros princípios como imutáveis, porque são a priori (racionalismo).
c)      Super-valorização do conhecimento das ciências naturais como única forma de conhecimento válido.

8)      Hegel e a crise do método da ciência moderna
- Devido à dialética do espírito, cada fase da ciência é um momento necessário da manifestação da razão na história. Assim, não há necessariamente uma ciência ou método científico exclusivamente verdadeiro.
- Função do momento histórico na determinação da ciência.
- Subordinação da ciência natural à filosofia






[1] ARISTÓTELES, Primeiros Analíticos, I, 2, 71b 9ss.
[2] COMTE, A. Curso de Filosofia Positiva, I §4.
[3] Tiramos esta expressão do clássico quadrado das oposições da lógica (vejo anexo acima).
[4] No sentido apontado por nós.
[5] Cf. IDEOLOGIA. In : ABBAGNANNO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Marins Fontes, 2001, p. 531-33.
[6] Ignorância.       
[7] Vir-a-ser, devir. Provavelmente há uma relação semântica com o gh= (terra) e também com o verbo gignomai=. Um tradução do uso é criatura, que tem origem na terra, ou seja, criatura material.
[8] Rep. 509d-511e

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