Alguns alunos me pediram para explicar o termo que usei, MANIQUEÍSMO.
Tenho pensado em como isso é tão presente na vida social, comentei com alunos e
copiei do Abbagnanno (Ah, também copio textos, ora bolas!) para quem interessar
possa:
MANIQUEÍSMO (in. Manicheism; fr. Manichéisme, ai. Manichüismus; it.
Manicheismo). Doutrina do sacerdote persa Mani (lat. Manichaeus), que viveu no
séc. III e proclamou-se o Paracleto [nota minha: advogado, em grego], aquele
que devia conduzir a doutrina cristã à perfeição. O M. é uma mistura imaginosa
de elementos gnósticos, cristãos e orientais, sobre as bases do dualismo da
religião de Zoroastro. Admite dois princípios: um princípio do bem, ou
princípio da luz, e outro do mal, ou princípio das trevas. No homem, esses dois
princípios são representados por duas almas: a corpórea, que é a do mal, e a
luminosa, que é a do bem. Pode-se chegar ao predomínio da alma luminosa através
de uma ascese particular, que consiste em três selos: abstenção de alimentar-se
de carne e de manter conversas impuras (signaculum oris); abstenção da
propriedade e do trabalho (signaculum nianus); abster-se do casamento e do
concubinato (signaculum sinus). O M. foi muito difundido no Oriente e no
Ocidente; aqui durou até o séc. VII. O grande adversário do M. foi S.
Agostinho, que dedicou grande número de obras à sua refutaçào. Cf. H. C. Pi
IKCH, Le manichéisnw. sou fondateitr. sa doctrine, Paris, 1949.
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Enfim, esse dualismo do inconsciente coletivo entre bem e mal como
únicas vertentes de um prisma estético-ético-metafísico "só pode fazer mal
à psique humana", transformando o senso de responsabilidade em culpa e o
bom-senso numa espécie de bipartidarismo ético. O melhor seria mesmo, como
alternativa teórica, o mede/n
a)/gein (medén ágein) helênico,
nada em excesso. Mas isso é opinião do professor e colega de reflexão.
Bom final de semana e descansem!
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