Bem Vindos à Blépia

Apenas lançando olhares sobre coisas e nomes.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ainda em busca de uma ideia sobre o homem


Muitos dias se passaram sem que eu conseguisse escrever alguma coisa. Muitas coisas fáticas tiraram-me do caminho da montanha da escrita. Escrever é uma arte tão ou mais difícil do que o alpinismo, só que em vez de montanhas e pedras a serem descobertas ou desafiadas, encontram-se sentimetos e palavras para serem escalados e nem sempre isso acontece.
            Mas voltemos ao ponto, ou vamos tentar, em que paramos: uma ideia unificada sobre o homem. Às vezes nós nos sentimos ou nos apercebemos um tanto teológicos, quero dizer, místicos. Desse uma pessoa religiosa a um supersticioso esse lado místico acontece, ou por negação ou por afirmação.
Outros momentos,  somos racionais porque somos obrigados pela sociedade e boa fama a agir desse modo e proporcionar um convívio humanamente agradável a todos. Seria o que na regra de São Bento se chama zelo bom.
Outras tantas vezes nos vemos encantados pela magia da ciência, um novo aparelho eletrônico ou uma nova descoberta podem nos entusiasmar (ah, como gosto desssa palavra, entusiasmo, do grego   )en mais qeo/j, ou seja, cheio de deus). O fato que essas visões sobre nós mesmos também se encontram desassociadas uma das outras e na nossa psiqué elas funcionam de um único modo: o eu total, que seria a junção do Eu empírico, do Eu puro e mais o ambiente que nos circurnda. Um caminho filosófico para que a questão talvez esteja aí mesmo, em um a priori emotivo que não faça a disjunção entre entre o real e o virtual, entre o que sinto e o que desejo, entre minha liberdade e minha ação.
Um renomado professor me perguntou uma vez: o que faz você acreditar que exista um a priori emotivo. Sem saber da gravidade da pergunta, disse-lhe com o mais profundo respeito, ser a linguagem. Talvez se pudêssemos mudar nossa linguagem, mudaríamos nossa própria compreensão sobre o humano.


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