Não vou ainda escrever sobre o tema prosposto, sem contudo ousar me referir a outra temática. Às vezes o eterno leva consigo um atributivo do tempo, parece que os momentos de eternidades que somente são dados na aperpção de si e dos outros. Aqui abro um parânteses. A apercepção dos outros somente pode haver se houver o argumento por analogia de Husserl, o que não me deixa satisfatório porque acredito que o outro ainda que um ente ético sempre possuirá as características dos objetificáveis, a de saber, reflexao, indicação e juízo.
Os que denominamos objeitificáveis são apenas coisas, no desnuvado sentido de Sosein, o ser de algum modo qualquer. Sequer é necessário ter percepção, embora saibamos de muitos ou da grande maioria[1] dos entes perceptivos serem objetificáveis:
a) reflexão de sujeitos cognosientes, eles são sempre pensados de um modo ou de outro e a não ser pela arte do pensar não podemos sequer conhecer esses objetificáveis;
b) indicatio ou indicação – a ação de indicar semelhantes ou dessemelhantes e um sentido que lhe é atribuído ao ser pensando e se não lhe for posto um significado a própria carência de significado é o seu significado. Exemplos nas palavras representadas pelos signos em vernáculo: ocultação. Os objetificáveis relevam coisas e seus possíveis significados, mas dificilmente como condição do seu ser entitativo indicar sentido ao ser pensando; esses, acredito, são mais atributivos – coisas que se identificam com o sujeito, do que discritibuitivos.[2]
c) juízo de valores ou os axiomas que impomos aos objetos[3], verdadeiros ou falsos, válidos ou inválidos e sem qualquer discussão ética, essa caractarística define por si mesma os objetificáveis. O eu puro kantiano não lhe cabe tamanha dignidade, todos os eus empíricos se perdem e podem ser tornar objetos também. Então seria no que chamei antes de pessoa, baseado em Scheler, o centro dos atos de toda vida, que no caso do homem ultrapassa o racional, mas o ainda assim, pode fazer com que ele decida sobre determinados assuntos, mesmo que esses sejam pura fantasia como eram os mitos ou crendices populares hodiernas.
Os mitos eram, sabemos, diferentes em qualidade e grau das crendices populares de hoje. Os mitos faziam parte daquela realidade, e o hoje a ciência cria seus pseudomitos com vocabulários sagrados e rituais secretos. Uma idiotice achar que já sabemos muito, nunca estivemos tão informados, talvez. O mesmo se parece com o essencialmente repetido.

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