Confesso que ando com uma preguiça agitada para escrever. Tenho passado por momentos difíceis que não me tomam o tempo para escrecer aqui, mas a inspiração ou talvez inspiração demais para conseguir digitar, mas vamos tentar.
Ontem meu dia foi um dia de eterno vazio e sobre isso queria compartilhar aqui com vocês. Sabem daqueles dias em que nada satisfaz e um vazio interior impreenchível para estar dentro do ego e não haver qualquer tipo de super ego que possa ajudar? Assim foi meu dia. Minha vontade era dormer e não ver ninguém, sequer ouvir, no máximo uma troca de ideias nas redes sociais.
Acordei cedo para um domingo hoje, e pensei, será outro sábado chato. Mas ao lado da caneca de café – poucos prazeres se igualam a boa caneca de café escuro e forte de manhã! – tive uma espécie de intuição, em sentindo lato, de que o eterno passa pela solidão de si mesmo. O tempo cronológico nada mais é que um inimigo `a espreita do ataque que deseja nos tirar do Eterno de si mesmo. Sei que fujo sobre o relaçao eterno-tempo o tanto quanto possível; mas não seria o momento de solidão desejada um vivência de um “espaço” de eterno. É a experiência do espelho, do olhar para si mesmo e ver. E esse ver pode ter uma ligação com o tempo e dar a luz às nossas indagações sobre o tema proposto:
a) lembranças quase que nostálgicas do inconsciente começam a se manifestar, e o passado se torna tão presente que encontra o eterno.
b) Sensações de solidão no atual momento em que estamos, e desse modo, o presente deixa de ser presente e se eterniza na memoria afetiva de quem as vivência.
c) o pavor ou medo ou esperança do futuro, que graças à ansiedade, eternal a percepção de um tempo que ainda não é.
Não estou muito certo dessas três categorias de relação espaço-tempo-eterno, mas me dou por satisfeito pois minha caneca de café se encontra no fim.
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