Estou num estado de tranquilidade. Hoje procurei colocar em prática o que havia pensado nesses últimos dias sobre o tempo. Caminhar olhando para frente, sem é claro, deixar de ter atenção aos atos do passado. Gosto muito do pensamento de Agostinho de Hipona, filósofo medieval conhecido como Santo Agostinho. No seu monólogo ou diálogo com o Sagrado, talvez a primeira autobiografia da História, ele examina o tempo. O tempo para nós é formado por três momentos: passado, presente e futuro. Se analisarmos bem, o passado já foi, então não é mais, não existe enquanto real. O futuro é aquilo que ainda está por vir, ainda não é, logo também não existe. Resta-nos o presente, mas automaticamente ao pensar no presente ele se torna para mim passado. Então até o presente, com todas as suas alegrias e tristezas, vivências e representações, também é ilusão. O que nos sobra? É preciso salvar o que restou! Li numa obra de Ibsen. Permanece-nos o eterno.
O que vem a ser o eterno? Algo fora do tempo, talvez o amar dos pais seja eterno, mas sobre isso falaremos na próxima postagem
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