Nos últimos dias nos noticiários se escuta sempre o caso lamentável da jovem Eloá. Todas as minhas opiniões aqui são contigentes devido ao respeito humano nesse caso triste. Mas gostaria de relatar um único ato aqui. No enterro, a mãe disse ao "público":
Eu o perdôo de todo meu coração, mas que justiça seja feita.
Uma pessoa forte, diria até superior, pois o indivíduo que modoficou completamente sua existência e eliminou a presença de Eloá, sua filha, não é digno nem da raiva ou ódio, simplesmente desprezível. Mas justiça, disse ela, seja feita. Enfim, se considero só as palavras (pois não a conheço), diria que vi um sopro de liberdade, ainda que num instante trágico.
Oi, eu não a conheço e não vi a imagem,o olhar,a expressão corporal enquanto declarava, mas perdoar desta forma exigiria um ser tão superior como poucos que encarnaram nesta terra. Não creio na sinceridade, parece-me um perdão de conveniência,midiático, pois clama por justiça, o que em nossa cultura significa punição. Ora quem pede punição não perdoou. O perdão com chicote - que vi, lindamente descrito na pagina
ResponderExcluirhttp://ohassan.blogspot.com/2008/07/liberdade-do-perdo.html
Abraços
e viva o ócio !
Concordo! Por isso me limitei à frase; o contágio afetivo que invade a multidão elimana a individualidade, todos sentem o mesmo. Mas em respeito à humanidade da família, me calo. Prefiro entender a frase, eu perdôo e entrego ao Estado que decida o que for justiça, mas não me diz mais respeito. Duvido que seja(mos) capaz(es) de fazer isso... mas a frase isolada e com um pouco de metafísica me permite blepar.
ResponderExcluirAh, o ócio, aqui, de repouso forçado lendo entre literatura russa e o blog...rs. Mas doido para voltar já a trabalhar.
Enfim, continuemos na neoroso em equilíbrio...kkk
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