A lua estava confusa por um tempo. No início, ela era amiga do sol. Todos os dias, exceto nos dias frios e nublados, a lua encontrava seu amigo para atravessar a terra e se encantarem com suas belezas. O sol brilhava tanto que raríssimas vezes as pessoas na terra viam lua, ou melhor, quase ninguém nem nenhum animal a conhecia. Os poucos que a viram chamaram-na carisonhamente de deusa escondita. Com a passar dos dias, a lua começou a se indispor com o sol por causa do seu brilho excessivo, sobretudo nos dias mais bonitos em que os seres da terra gostavam de olhar o céu. Depois começou a sentir solitária ao lado do sol, pois só ele brilhava.
Ela se aproximou das estrelas e adorou todas, em especial as de algumas constelações. Admirava a praticidade de capricornus, o equilíbrio e estabilidade da balança, a comunicação de gemini, a sagacidade de virgo, etc. Cada dia estava numa constelação diferente e praticamente não via mais seu velho amigo, o sol, pois esse gostava do dia; as estrelas, da noite. Depois de um tempo, a lua começa também a se sentir desprezada junto às estrelas, pois elas eram tão unidas entre si que não precisam aparecer para a terra, às vezes umas apareciam, outras não. A Polar só gostava dos povos e bichos do norte; as do cruzeiro do sul, dos da parte sul da terra. O problema persistia o mesmo tanto que nada nem ninguém era capaz de reconhecer a lua, mesmo quando, poucas vezes, todas as estrelas apareciam. Elas juntas brilhavam tanto que a lua não era vista.
A lua resolveu ficar sozinha, mas sem perder contato com seus velhos amigos, o sol e as estrelas. Todos na terra passaram a reconhecê-la e recebeu o nome carinhoso de deusa nocturna. Quando encontra seus amigo sol é dia de festa na terra: do encontro com o sol temos os eclipses e todas as noites algumas estrelas visitam-na para histórias entre amigos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
E quem, além de nós, seria dono dos nossos destinos? Eu, por mim, como tenho a lua como grande querida, apesar de ficar apenas aqui, olhando-a de longe, nos dias em que ela aparece atrás das nuvens... acompanho ela a distância e fico sempre feliz quando ela brilha...
ResponderExcluirPálida, a Lua permanece
ResponderExcluirNo céu que o Sol vai invadir.
Ah, nada interessante esquece.
Saber, pensar - tudo é existir.
Mas pudesse o meu coração
Saber à tona do que eu sou
Que existe sempre a sensação
Ainda quando ela acabou...
Fernando Pessoa, março de 1934